Libera ou não libera?

admin 02/10/2011 1

 Quando se debate a descriminalização da venda de substâncias que alteram o estado  perfeito de consciência do  indivíduo, é necessário rever conceitos. Considerando que  o Brasil é uma República fundamentada em uma Constituição, observo já o primeiro  artigo da mesma:

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e  Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem  como fundamentos:
I – a soberania; (definição do dicionário Priberam: Poder Supremo)
II – a cidadania; (definição do dicionário Priberam: Indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um
estado livre)
III – a dignidade da pessoa humana; (Digno no dicionário Priberam: Brioso, pundonoroso, honrado, correto)

Naturalmente, a dignidade mencionada na lei abrange suficiência e bem-estar do indivíduo sócio-culturalmente,  político-economicamente, em termos de moradia e alimentação e, sem dúvidas, em sua saúde física e mental.

Sendo a maconha droga depressora atuante sobre neurotransmissores (substâncias que trabalham na condução de impulsos nervosos), e que leva quem a usa a: câncer de nariz, lábios, boca, língua, faringe, laringe, lógica de raciocínio lenta, comportamento infantilizado, função sensorial diminuída, aumento da violência, depressão, problemas sistêmicos, distúrbios alimentares, respiratórios, depressão do rendimento escolar/profissional, problemas familiares, ligação à criminalidade, dependência química e, por fim, à morte; é inconcebível pensar em sua descriminalização, mantendo a dignidade da pessoa humana! Qualquer projeto nessa direção é inconstitucional!  Que dignidade há em mães perdendo filhos para o tráfico? Para o câncer? Indo buscá-los nos hospitais, manicômios, caídos nas ruas? Sujos com as próprias fezes? Em convulsões oriundas de overdoses? Que “erva medicinal” é essa cujo uso leva aos problemas mencionados, e que não há para ela uso recomendado? Como alguém usufrui de cidadania, sem ter condições de controle sobre o próprio corpo? Que soberania um Estado pode exercer sobre uma população incapaz de se manter em estado sóbrio? E não me refiro apenas a habitantes de comunidades nas mais baixas classes sociais. Chega de hipocrisia,  sociedade! Até parece que nossos políticos e professores esqueceram que a maconha é porta de entrada para outras tantas drogas (crack, oxy, cocaína, heroína, ecstasy), cujo tráfico não acabaria mesmo com a concretização do projeto.

Até parece que estão dispostos a sacrificar milhares de jovens para mascarar a falta de iniciativa do governo e  da sociedade em investir em educação e segurança e eliminar essa ferida da sociedade. Não adianta fugir do problema, é necessário encará-lo! E eu desafio o governo a investir em mais projetos educacionais e culturais de qualidade, nas escolas públicas brasileiras, e na conscientização da população, ao invés de perder tempo e verbas na discussão de um projeto que é manco já na sua fundamentação.

Victor Augustus Hochsteiner de Vasconcelos , Curitibano
17 anos, Estudante de Teatro na PUCPR

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Um Comentário »

  1. Noemí Wenceslau 16/01/2012 em 21:36 - Responder

    Avante Victor: vamos lutar sim para evitar que esse projeto seja realmente sancionado. Pois creio que só assim, veremos nossos semelhantes livres desse mal que domina nossa pátria. Aliás, acredito que as drogas já perderam seu reinado, porque as pessoas hoje são muito inteligentes para viverem na escravidão.

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